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Tutoriais de Guitarra

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desde 29/01/07

12-Bar Blues

moises

 CONCEITOS BÁSICOS DE BLUES 
=============================== 

 12-Bar Blues 

O 12-bar blues (lê-se twelve bar blues) ou Blues de 12 Compassos é a progressão mais simples do Blues.  Vamos tentar entendê-la, porque qualquer guitarrista ou violonista que se preze deve saber progressões de blues para tocar estilos como o próprio blues, country, folk e também rock. Isto DEVE fazer parte de sua formação musical - e o melhor de tudo, é que é muito simples, muito versátil e muito gostoso de tocar. 

O 12-bar (como vou chamar pra economizar) em sua forma mais simplista consiste (é óbvio) numa progressão de 12 compassos, divididos em 3 linhas de 4 compassos cada. A primeira linha, chamada de "motivo" é repetida na segunda linha com uma pequena variação; então, na terceira linha, cria-se um novo motivo, e começamos tudo de novo. 

Um esquema de 12-bar básico seria assim: 

1              2            3            4 
| I  /  /  / | I  /  /  / | I  /  /  / | I  /  /  / | 

5              6            7            8 
| IV /  /  / | IV /  /  / | I  /  /  / | I  /  /  / | 

9              10           11           12 
| V7 /  /  / | V7 /  /  / | I  /  /  / | I  /  /  / | 
  

Onde: 
I =  tônica (tom da escala utilizada) 
IV = subdominante 
V7 = 7a. dominante 

Obs.: cada número ( 1 a 12 ) corresponde a um compasso; as / / / / corespondem a um tempo cada (p.ex.: I / / / = 4 tempos encabeçados pela tônica). 
  

Se substituirmos os graus por notas, teremos então: 

E-maior:  I = E, IV = A, V7 = B7 

A-maior:  I = A, IV = D, V7 = E7 

D-maior:  I = D, IV = G, V7 = A7 

G-maior:  I = G, IV = C, V7 = D7 

C-maior:  I = C, IV = F, V7 = G7..... assim por diante. 

Vejam que comecei pela escala de E (mi maior), e fui movendo para a esquerda no círculo das 5as. Vocês podem ver que dessa forma, o acorde subdominante (IV) de um tom é a tônica no tom imediatamente abaixo, e que o acorde dominante é a 7a. da tônica acima. Ou seja, para montar os acordes nos outros tons, é só encontrar a IV. Quer comprovar? Vamos montar a próxima progressão, só pra conferir: 

vamos copiar a última que fizemos: 
C-maior:  I = C, IV = F, V7 = G7 

1.) começamos com a tônica (que é a subdominante da progressão acima) = F 
2.) encontramos a subdominante desta escala = IV = Bb 
3.) pegamos a tônica da escala acima - que será nossa V7 = C7 

Pronto - fácil, não? 
F-maior:  I - F, IV = Bb, V7 C7 

Toque a progressão e ouça com cuidado a influência da 7a. dominante - veja como ela "força" a progressão a voltar à tônica. Para aqueles que já estudaram muita teoria e debulharam escalas até dizer chega, vão se lembrar que quando extende-se um intervalo de 5a. dissonante menor entre a 7a. e a 4a. nota de uma escala, invariavelmente caímos de volta à tônica (I). No 12-bar, a 7a. dominante nos joga de volta à tônica justamente porque a 7a. e a 4a. notas de 
uma escala são a 5a. e a 7a. de um acorde de 7a. dominante. 

Vejamos novamente alguns exemplos: 

Tom              7a.nota   4a.nota   Tônica 
E-maior (B7):       D#        A         E 
A-maior (E7):       G#        D         A 
D-maior (A7):       C#        G         D 
G-maior (D7):       F#        C         G 
C-maior (G7):       B         F         C 

Toque os 2 acordes (V7 - I), e tente fazer pequenos "riffs" usando subidas e descidas com as notas do intervalo (7-4-1 / 1-4-7), ou como num BOX, sempre "resolvendo" o riff com a volta à tônica. Esta relação entre tônica e 7a. dominante é muito importante em toda música country (até na nossa música sertaneja), e não só no blues. A compreensão do efeito causado por esta relação é utilizada em solos, composição de progressões e criação de riffs de ligação. Lembre-se: o improviso vem da alma, mas baseia-se em conhecimentos compreendidos e praticados com frequência tamanha que passam a ser automáticos. 

Voltemos ao 12-bar. Vamos ver como ficaria uma progressão completa em E (mi maior): 

1              2            3            4 
| E  /  /  / | E  /  /  / | E  /  /  / | E  /  /  / | 

5              6            7            8 
| A  /  /  / | A  /  /  / | E  /  /  / | E  /  /  / | 

9              10           11           12 
| B7 /  /  / | B7 /  /  / | E  /  /  / | E  /  /  / | 

Agora que já conhecemos a formação básica do 12-bar, vamos dar uma "incrementada". Em nossa primeira versão, o acorde de 7a. dominante leva à tônica desde o compasso 11 até o final. Se substituirmos a tônica do útlimo compasso por um compasso inteiro de 7a. dominante, criaremos nova tensão que será relaxada quando iniciarmos um novo ciclo (que se inicia com a tônica). Teríamos, então, a última linha dessa forma: 

9            10           11           12 
| V7 /  /  / | V7 /  /  / | I  /  /  / | V7 /  /  / | 

O acorde V7 funciona como "turnaround" ou reviravolta (lembra-se do artigo de progressões?). 
Ele funciona bem nesta nova composição porque iniciaremos o primeiro compasso novamente com 
a tônica. Tente também segurar a tônica até a primeira batida do último compasso, mudando 
para V7 somente no segundo tempo. O resultado é diferente - mais uma forma. LEMBRE-SE: 
quando for terminar a música, toque a tônica no 12o. compasso - não dá pra terminar com a 
7a. dominante! 

9            10           11           12 
| V7 /  /  / | V7 /  /  / | I  /  /  / | I  V7 /  / | 

Outra maneira muito utilizada é tocar um subdominante (IV) ao invés da 7a. dominante (V7) durante o 10o. compasso: 

9            10           11           12 
| V7 /  /  / | IV /  /  / | I  /  /  / | I  V7  /  / | 

Voltando à primeira linha, podemos substituir a tônica (I) nos últimos 3 tempos do 4o. 
compasso por um acorde I7 (p.ex. E por E7). 
Ouça o efeito criado: colocamos alguma tensão nos últimos 3 tempos, e resolvemos a tensão somente com o acorde IV na 2a. linha. Se analisarmos profundamente, veremos que a 7a. da 
tônica é a 7a. dominante do acorde IV. Novamente a relação V7 - I. Alguns teóricos musicais alegam que na verdade o que ocorre é uma mudança de tom - I para IV e depois de volta para I (ou, no nosso exemplo, E para A e de volta a E ). Mas, independentemente do ponto de vista, o que interessa é o efeito criado: tensão - relaxamento. 

1            2            3            4 
| I  /  /  / | I  /  /  / | I  /  /  / | I  I7  /  / | 

Outro artifício que pode ser muito utilizado é substituir o IV pelo IV7 - com E maior, seria substituir o A por A7. Se colocarmos todos estes "truques", mais o turnaround em nosso 12-bar, ele ficará assim: 

1            2            3            4 
| I  /  /  / | I  /  /  / | I  /  /  / | I  I7  /  / | 

5             6             7            8 
| IV7 /  /  / | IV7 /  /  / | I  /  /  / | I  /  /  / | 

9            10            11           12 
| V7 /  /  / | IV7 /  /  / | I  /  /  / | /  V7  /  / | 

Ou, no nosso exemplo: 

1            2            3            4 
| E  /  /  / | E  /  /  / | E  /  /  / | E7  /  /  / | 

5            6            7            8 
| A7 /  /  / | A7 /  /  / | E  /  /  / | E  /  /  / | 

9            10           11           12 
| B7 /  /  / | A7 /  /  / | E  /  /  / | /  B7  /  / | 

Frequentemente, você poderá encontrar, ainda, um acorde IV7 no segundo compasso, ao invés de um acorde I. A primeira linha ficaria assim: 

1            2             3            4 
| E  /  /  / | A7  /  /  / | E  /  /  / | E7  /  /  / | 

Devemos ter em mente que nem todo Blues segue esta fórmula; ela foi criada porque é como uma estrutura de onde podemos começar a tocar algo com conotação "blue". Tente ouvir músicas relacionadas a este tema - como elas diferem desta fórmula, no que são parecidas, como o músico "resolve" cada um dos compassos, se ele utiliza alguma das técnicas de variação que aprendemos aqui. Lembre-se: ser músico é treinar os ouvidos, e não só os olhos e as mãos. 
  

 Estrutura do Solo de Blues 

Agora que já sabemos como construir uma "base" de blues, porque não começarmos a solar um pouco? Para isto vamos rever alguns conceitos da Escala de Blues. 

Começando da tônica e tocando uma escala inteira, uma escala Maior seria assim: 

I + II + III - IV + V + VI + VII - I. 

As escalas maiores, dos tons mais usados em blues-guitar, seriam assim: 

C: C + D + E - F + G + A + B - C 
G: G + A + B - C + D + E + F# - G 
D: D + E + F# - G + A + B + C# - D 
A: A + B + C# - D + E + F# + G# - A 
E: E + F# + G# - A + B + C# + D# - E 

(onde [+] é um intervalo inteiro e [-] é meio intervalo ) 

Já a escala de blues tem a seguinte fórmula: 

I + - IIIb + IV + V + - VIIb + I. 

Nos mesmos tons acima, teríamos: 

C: C + - Eb + F + G + - Bb + C 
G: G + - Bb + C + D + - F + G 
D: D + - F + G + A + - C + D 
A: A + - C + D + E + - G + A 
E: E + - G + A + B + - D + E 

Note que temos 5 notas ao invés de 7. Não existem II nem VI, e as III e VII são abaixadas meio-tom. 

Se escrevermos as duas lado a lado, elas ficam assim: 

Escala Maior:      I + II + III - IV + V + VI + VII - I 
Escala de Blues:   I + - IIIb + IV + V + - VIIb + I 

O intervalo I + - IIb é uma 3a. menor, que indicaria uma escala menor. Mas sabemos que uma melodia de blues é tocada sobre acordes maiores. E um acorde maior consiste em I + II + V. Então teremos uma melodia baseada numa escala com 3a. menor tocada sobre acordes com 3a. maior. Justamente por esta razão o Blues não tem uma tonalidade muito bem definida - e é este o tempero do blues. 

Notaremos também a VIIb na escala de blues, contra a VII na escala maior. Como vimos acima, novamente temos a relação tônica - 7a. dominante. Aqui, temos o efeito dos intervalos construídos na VII; primeiramente, existe o intervalo de 5a. menor entre a VII e a IV; temos também o intervalo de 3a. menor da VII para a II. Poderemos notar que ambas VII e II são omitidas na escala de Blues, mas continuam sendo parte da harmonia do blues. 

Vamos ver como fica a escala de blues no braço da guita? 

      0     1     2     3 
e (1)||-----|-----|--3b-|-- 
B (5)||-----|-----|--7b-|-- 
G(3b)||-----|--4--|-----|-- 
D(7b)||-----|--1--|-----|-- 
A (4)||-----|--5--|-----|-- 
E (1)||-----|-----|--3b-|-- 

Aqui temos um exemplo no Tom E (mi maior). Os números se referem às notas em relação à Escala. Note os números entre parênteses, representando as casa soltas. Para este mesmo tom, o BOX pode ser montado na 12a. casa: 

   11    12    13    14    15 
e--|--1--|-----|-----|--3b-|-- 
B--|--5--|-----|-----|--7b-|-- 
G--|--3b-|-----|--4--|-----|-- 
D--|--7b-|-----|--1--|-----|-- 
A--|--4--|-----|--5--|-----|-- 
E--|--1--|-----|-----|--3b-|-- 

Este outro BOX leva a uma digitação um pouco diferente - estamos no mesmo tom (E), e montá-lo 
na 14a. casa também é válido: 

   1     2     3     4     5 
e--|-----|--3b-|-----|--4--|-- 
B--|-----|--7b-|-----|--1--|-- 
G--|--4--|-----|--5--|-----|-- 
D--|--1--|-----|-----|--3b-|-- 
A--|--5--|-----|-----|--7b-|-- 
E--|-----|--3b-|-----|--4--|-- 

Mais um BOX - este está montado na 4a. casa: 

   3     4     5     6     7     8 
e--|-----|--4--|-----|--5--|-----|-- 
B--|-----|--1--|-----|-----|--3b-|-- 
G--|--5--|-----|-----|--7b-|-----|-- 
D--|-----|--3b-|-----|--4--|-----|-- 
A--|-----|--7b-|-----|--1--|-----|-- 
E--|-----|--4--|-----|--5--|-----|-- 

No mesmo tom, montado na 7a. casa: 

   6     7     8     9     10 
e--|--5--|-----|-----|--7b-|-- 
B--|-----|--3b-|-----|--4--|-- 
G--|--7b-|-----|--1--|-----|-- 
D--|--4--|-----|--5--|-----|-- 
A--|--1--|-----|-----|--3b-|-- 
E--|--5--|-----|-----|--7b-|-- 

E a partir da 9a.: 

   8     9     10    11    12 
e--|-----|--7b-|-----|--1--|-- 
B--|-----|--4--|-----|--5--|-- 
G--|--1--|-----|-----|--3b-|-- 
D--|--5--|-----|-----|--7b-|-- 
A--|-----|--3b-|-----|--4--|-- 
E--|-----|--7b-|-----|--1--|-- 

Agora a parte boa: convide um colega para tocar um 12-bar, seguindo nossa fórmula acima, enquanto você passeia pelos BOXes. Comecem devagar - quem estiver fazendo a base, procure variar as formações, montando turnarounds, trocando as tensões, fazendo licks entre os acordes. Quem estiver "solando", procure percorrer toda a extensão do braço - faça linhas horizontais e verticais, "atravessando" de um BOX para outro. Ficar trocando quem está no "lead" (solando) também é uma boa - experimente fazer 4 linhas completas de 12-bar cada um, alternando base/solo, como numa "jam". Se você tem banda, uma ótimo exercício para aquecer antes do ensaio (e ganhar prática ao mesmo tempo) é mostrar o 12-bar ao seu baixista (ele com certeza vai tirar "de letra"), e pedir um acompanhamento ao seu batera - se vocês gostam do bom e velho blues, CUIDADO: este aquecimento pode demorar horas... 

 Blues Notes 

É claro que chega uma hora em que precisaremos segurar nossa mão esquerda para que não saiamos tocando só as mesmas 5 notas da escala de blues o tempo inteiro... É aí que entra a veia blueseira de cada um. Somaremos às 5 notas básicas da Escala de Blues as "blue notes" (ou notas do blues). 

Como já falamos anteriormente, a tonalidade no blues é instável e inexata - toca-se escala menor sobre acordes maiores. Devemos ter em mente, ainda, que um intervalo e meio da tônica nos dá uma 3a. menor, e que 2 intervalos inteiros da tônica nos dão uma 3a. maior. Vamos relembrar também que temos uma VIIB na escala de blues e uma VII nos acordes de blues. 

A 3a. e a 7a. são as mais importantes "blue notes". Com elas podemos passar de "maior" para "menor" e vice-versa, com um simples hammer-on, pull-off, slide ou bend. Conhecendo e dominando as "blue notes" voce pode aplicar estas técnicas simples e obter resultados satisfatórios no empenho de sair do lugar comum oferecido pelas 5 notas da escala de blues. 

Veremos abaixo alguns licks e explicaremos a finalidade da utilização das blue-notes em cada um deles. 

 A 6a. (VI) 

A 6a. é muito eficiente numa introdução. Ela dá uma "levantada" no lick, forçando-o a levar a algum lugar. A 6a. fica um tom (2 casas) acima da 5a., ou meio-tom (uma casa) abaixo da 7a. menor. Compare os 2 licks abaixo, ambos em E: 

(h=hammer-on) 
e||------------0----------------------- 
B||---0-h-3--------5------------------- 
G||------------------------------------ 
D||------------------------------------ 
A||------------------------------------ 
E||------------------------------------ 

e||------------0----------------------- 
B||---0-h-2--------5------------------- 
G||------------------------------------ 
D||------------------------------------ 
A||------------------------------------ 
E||------------------------------------ 

A única diferença entre os dois Tab's é que você toca a 7a. menor no primeiro lick (casa3/corda2) e a 6a. (casa2/corda2) no segundo lick. Observe que o lick parece terminar indo da 7a. menor para a tônica, enquanto que quando utilizamos a 6a., ao chegar na tônica existe um clima de continuação. Note outra técnica utilizada no blues: o doubling (ou dobro) - a tônica é tocada na 1a. corda solta e imediatamente após na 2a.corda/5a.casa - este procedimento "prepara" a posição da mão esquerda para iniciar uma nova frase mais para o meio do braço. 

Vamos a outro exemplo do uso da 6a. - agora com o uso de alguns slides para "apimentar"a coisa: 

(/=slide) 
e||--------------5--------------------- 
B||--------5--7------8/10-------------- 
G||---5/6------------------------------ 
D||------------------------------------ 
A||------------------------------------ 
E||------------------------------------ 
  

e||--------------5--------------------- 
B||--------5--8------8/10-------------- 
G||---5/6------------------------------ 
D||------------------------------------ 
A||------------------------------------ 
E||------------------------------------ 

O primeiro lick foi efetuado com a 6a.; o segundo, com a VIIB - o tom é A. Note o slide de menor para maior logo na abertura. O segundo slide, no final, pode ser substituído por um bend de tom inteiro - que também causa um ótimo efeito. 

 A 3a. (III) 

Neste lick, vamos notar o efeito causado pela 3a. Você normalmente vai subir até ela, partindo de IIIb, e voltar para a tônica. Veja no tom de E: 

e||------------------------------------ 
B||------------------------------------ 
G||---0-h-1---------------------------- 
D||------------2----------------------- 
A||------------------------------------ 
E||------------------------------------ 

Indo de IIIb (3a corda solta) para III, e voltando para a tônica (I), você estabelece com solidez o acorde raiz. Se você progride de um acorde IV para um acorde I, um pequeno "swing" de IIb para III "sublinha" o movimento harmônico - a 3a. fica bem dissonante, e não funciona bem com acorde de IV7 - logo, está claro que você está "voltando pra casa" - o seu objetivo é a tônica. 

 A 5a. bemol (Vb) 

A última "blue note" que veremos é a Vb. É também muito usada como "volta para casa" - ou seja, como turn para a tônica (I). Veja este lick em A (la maior): 

(p=pull-off; h=hammer-on) 
e||------------------------------------ 
B||------------------------------------ 
G||---------0-------------------------- 
D||--0-h-2-----1-p-0------------------- 
A||-------------------3---0------------ 
E||------------------------------------ 

E compare com este, sem o uso da Vb: 

e||------------------------------------ 
B||------------------------------------ 
G||---------0-------------------------- 
D||--0-h-2-----2-p-0------------------- 
A||-------------------3---0------------ 
E||------------------------------------ 

Por último, outro lick com o uso da Vb: 

e||------------------------------------ 
B||------------------------------------ 
G||---10--8---------------------------- 
D||----------9----7-h-8--7------------- 
A||-------------------------10--7------ 
E||------------------------------------ 

Como também está em A, pode ser conectado após aquela intro que vimos acima (aquela dos slides!) Veja como ficou: 

(/=slide) 
e||--------------5---------------------------------------------- 
B||--------5--7------8/10--------------------------------------- 
G||---5/6----------------------10--8---------------------------- 
D||-----------------------------------9----7-h-8--7------------- 
A||--------------------------------------------------10--7------ 
E||------------------------------------------------------------- 

Bom - é isso aí. Agora é mão na massa. Não se esqueçam: compreender os princípos é mais importante que decorar. Mas você vai ter que decorar do mesmo jeito... 
 

guitar.destroyer@hotmail.com


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